Imperialista

janeiro 29, 2009

Me esnobaste por besteira
Não me (in)teressa se não
.            (in)tendo teu
.            (in)glês macarrônico

Pois nada me abala
Vou procurar (out)ra no
.                    (Out)eiro para
.                    (out)orgar minha língua.

Bye-bye.

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Ai, me segura que vai dar um troço! 3

janeiro 29, 2009

Ah! Vil mulher multifacetada
Embofeta-me a cara de carinhos carnais
Canários canalhas de contículos canhestros
Nos teus polpudos pomos popularescos
Guloseimaximiza a mise-en-scène
Corcoveando na maionese
Aglutinadando nos glúteos teus
Tesudos e em desuso
Na malemolência de mulher melancia
Sigo perambulento pelas suas ancas sacanas
Meu faro escroque escrutina tua vargem
Caboqueando o banquete
Teu pulso pussilanime já sabe o que esperar
Agora entendí tua roupa no varal
Porque tiveste que tomar o Xenical?

Rapete refrão

(será que continua?)

Ai, me segura que vai dar um troço! 2

janeiro 29, 2009

Saltimbanquei tua entrada no recinto
Hermeneutando o vazio da tua capanga
Nem queria sentir teu cocofônico hálito
Pedia apenas para minimizar nosso hiato
No reggae não reages aos meus rugidos rubronzeados
Hirto, sabrequeimei-me em nossa volupiazzolas já-mais-canas
Sapateando na sapiência do supracitado tangozado
Cramunhomicamente
Sulfuricamente safado feit’um saguí no Simba-Safari
Botei-te um na boite
E jah preparei o caminho pra te arrastafari
Sarita, sacaste as secundárias intenções
Sem caso, descortinaste teu véu de socialaite
E logo que no teu canto começaste a entoar
Convideitei-te a um ménage-à-trois
Aceitaste a chibata e pêia de uma plêiade pelada
Pelamordedeus, Sara, será possível?
Sei que contigo a coisa
Épica
Mamexplica
Como te multiplicas?
E depois dos pracunduns ainda atura os bebuns
Sarinha, sara a cera da minh’alma!

Repete o refrão: Botei J.Joyce…

(ainda pode continuar…)

Ai, me segura que vai dar um troço!

janeiro 29, 2009

(Para uma GE* no Rancho)

Sobrancelhei-te no mirador maroto
Para emboletar-me nas tuas suculências
Empirulitei-me na fonoaudiologia periclitante do teu ventre-livre
Particionei petardos perdidos pendentes de prantos
Ecaracolados nas crendices da carola
Criamos crisântemos nas cristas de galo
Clorofórmico, teu beijogou-me nas nuvencido
Apoplexou minha penugem-pavão-povão
Do céu xinaste feito pipira balada
Cotoviaste na minha direção
Eu sorri sorrateiro feito Renata Sorrah
Pleiteando teu peito de petalástimas
Manifestaste um festejo infestado e fúcsia
Laboro com Marlboro e pode parar com o choro
Vê se te alimpa e sai pra lá
Que hoje eu não posso me amofiná.

Botei J.Joyce e Caetano
Meia hora no forno pra fornicar
Deu de surpresa a sobremesa: Carlinhos Brownie.

(pode continuar…)

*Gordinha Esquema

Último dengo em Paris

janeiro 29, 2009

Passa a manteiga
Pra eu comer esse bijú
Beijoqueira te despede
Pois acho que ja me vú.

Sú de lá
Vim de Afuá
No afã de furunfá.

Urubusservando o FSM.

janeiro 29, 2009

Ai, que esse Fórum ainda me mata.
Andando pelo acampamento da juventude me enchí de novas energias. Ví tanta gente diferente com tanto em comum. Uma das coisas que me chamou a atenção foi a semelhança das índias com as suecas: ambas tem peitos de post-it. Juro que não queria, mas fiquei secando essas peladonas e seus balangandãs pendurados. Uma branquela segurava uma cartolina escrita “Bomb Davos” sem as mãos, o cartaz tava engatado nas tetas tipo um flip-chart. Só não dava pra pular. Troço louco, bicho.
Não, não peguei nenhuma índia. Nem sueca. Mas ainda tenho até domingo. Um novo mundo é possível.

Volte para o mar, criatura!

janeiro 29, 2009

Bicho bizarro
Entrou no meu carro
O pé cheio de barro
Me pediu um cigarro

Mulhé feia de dá dó
Saiu lá dos cafundó
Com uns peitos de vovó
Disse pra ela: “sou coró”

Era o abscesso da feiúra
Me pegou pela cintura
Falei: “vou chamar a viatura!”
Volte para o mar, criatura.

Ray-Kais 2

janeiro 29, 2009

Grilado
Cri-cri fazia o barulho no mato
.                                           Foi até legal
.                                                        depois que me livrei dos chatos.

DinDon
Com teu sininho eu badalo
.                                 que é pra tu fazer ruído
.                                                         gemendo no meu ouvido.

Roletrando
Brincadeira de criança, moleca
.                                                          Ivo viu a uva
.                                                                                  Uivo, ví a vulva.

Agronegócio

O amor é uma flor roxa
Que nasceu na tua coxa
.                                    Chegô de sadô pra ti, pequena!

Bananeira, bananeira
Não te esqueço desde a infância
.                                       Aquela ânsia, aquela ânsia.

O amor é uma semente sacana
.                                       Sendo kiwi ou banana
.                                                                Se encaixa na bagaça.

Deitado na relva

janeiro 22, 2009

(Para Arlete piriguete)

Gosto de ficar de bubuia
Que nem jibóia
Depois que te almoço, moça.

Teus pelinhos doirados
Suados
Eriçados
Feito capim capim capim
Que em pé
Aponta o céu

De ti não me afasto
Caio de boca nesse pasto
Topas?

Tropigás

janeiro 22, 2009

(Para Lilica, amiga do Porto de Marés)

Baixinha
Não deixaste baixar meu fogo
Teus artifícios renascentistas
Teus excessos laterais
Tuas ancas de porquinha não me deixam na mão jamais.

Se te julgam pelo peso e/ou pelo tamaninho
Pra que servem os banquinhos?
Pequena, pra mim és leve como pena
Nas posições horizontais.

Me salvas com tua estatura
Da noite mais escura
Quando a coisa está dura
E princesa não há mais.

Queria-te no meu criado mudo
Pra quando acabousse tudo
Serias meu escudo
E eu criador de bonsais.

Quero que estejas sempre assim
No fim da noite esperando por mim
Bates um bolão no pebolim
Teu bujão me satisfaz.
Então não tema a fita métrica
Pois o advento dessa coisa tétrica
É coisa dos borçais.